A Extinção de Colosso

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2014

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Vidro Soprado, acrílico transparente e ossos de plástico 

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É talvez na grande extinção que encontramos o melhor sentido de relação para com o universo.

No saber que este nosso planeta já pertenceu a outros. Que o mundo já se fez de outras escalas, de outras leis e de outras evoluções. Já foi de outros tiranos, de outras civilizações e de outros progressos.

Conceber a Terra de então é imaginar um universo paralelo, um mundo tão estranho que dificilmente o dissociamos da ficção científica. Visitar esse mundo é como visitar um outro planeta, numa outra galáxia, num outro filme. Mas tudo isto é daqui, deste planeta. Tudo isto aconteceu nesta ponta do dedo mindinho do universo, e tudo isto na fracção de segundo em que ele coça o seu nariz.

E o que nos fica são estas sobras. Os restos destes colossos que permanecem assim como os Titãs mortais que são hoje. Como faraós de outros tempos, guardados num outro andar da crosta terrestre.